Perito Prof. Sebastião Edison Cinelli

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momento negativo e gráfico


Face ao dinamismo gráfico de um escritor, cada momento morfogenético pode produzir apenas um momento gráfico ou momentos gráficos e momentos negativos.

Exemplificando – Tão somente um momento gráfico: pode ocorrer quando o instrumento gráfico ( caneta do tipo esferográfica, pena e tinta e outros mais) o instrumento em nenhum instante do momento morfogenético perde o contato com o suporte ( papel, quadro negro etc) O traço é contínuo, jamais é interrompido.


Momentos gráficos e momentos negativos: ocorre quando o instrumento se encontra ora em contato com o suporte, havendo registro gráfico (momento gráfico) e ora, acima do suporte, em movimento percorrendo uma trajetória, mas sem registro gráfico(momento gráfico negativo- a ponta  do instrumento não atinge o suporte – mas o movimento vai registrá-lo mais  adiante)  - imagine um traço em    espiral – com o girar vai havendo formação de registros de traços, porém em algum momento, a ponta da caneta não atinge a folha, mas a movimentação continua registrando o traço no suporte, e assim sucessivamente. Pode-se encontrar assim, vários momentos com registros e outros sem o registro na folha – este último será o momento  negativo).


Assim, pode-se dizer que o momento morfogenético é a trajetória que se toma, registrada ou não  graficamente no suporte, percorrida pelo punho na realização de um escrito.


O momento negativo assim é a parte do movimento morfogenético não registrada graficamente e situada entre dois momentos gráficos.


Momento Negativo – características- ocorre nas passagens mais rápidas, nas quais o instrumento escritor perde o contato com o suporte, não havendo registro gráfico, havendo, portanto, um comando absoluto da progressão, sendo nula a pressão. ( uma vez que a ponta não atinge o suporte).

  1. -estando situado entre dois momentos, poderemos confirmar que o REMATE se dá em FUGA, no primeiro, e o ATAQUE, no segundo, que será quase sempre no infinito;

  2. -os sentidos deles deverão manter entre si uma sucessão – remate e ataque, embora distanciados, se apresentam  como ligados pela relação causal.

  3. -deve-se observar, também no MOMENTO NEGATIVO como elemento CARACTERÍSTICO a extensão do campo não grafado ou distanciamento entre os dois momentos gráficos, cuja constância ou variabilidade deverá sempre ser levantada nos padrões.


Às vezes o escritor poderá fugir de sua constante  gráfica e não apresentar na passagem habitual o momento negativo, outros porém podem apresentar sem constância o momento negativo e ora não;


  1. - há  casos em que o escritor, não aceitando o NÃO REGISTRO GRÁFICO (momento negativo) acrescenta traço complementar na tentativa de preencher a lacuna, o vazio, dando origem, inclusive ao chamado “idiotismo gráfico”   


        MANEIRISMOS

 

Podemos defini-los  como todos os característicos particulares de cada um de nós.

No passado chamavam-no de  idiotismos gráficos e ou idiodismos.

Nada mais são que os estudos dos movimentos que dão origens aos traços, é a gênese não é verdade?

Esses detalhes aparecem nos grafismos de alguém de modo particular e peculiar.

Esses característicos tornam-se assim de grande importância, não só para confirmar  uma autenticidade ou uma falsidade gráfica.

Deve-se ter cuidados especiais, porque nem sempre o encontramos em uma escrita e muito menos em uma assinatura. Daí haver certos cuidados na utilização desta expressão, porque mesmo entre nós, muitos não há conhecem; justifica-se assim , que uma quantidade de padrões razoáveis é muito melhor para aqueles que examinam documentos.

Torna-se difícil identificá-los assim por escrito; tem pessoas com bastante habilidade motora que ao escrever e mesmo ao assinar, não deixa registros de certos característicos, que são expressos naturalmente pelo  escritor.

Pode-se contudo, mencionar com reservas entre nós, certa construção e desenvolvimento da perna  de uma letra “a”, pena do ‘k”, a construção do platô, do topo de uma  forma anelada do “r”; até a maneira  da colocação de um til( ~ ),  um traço de ligação com a seguinte, o ensaio para dar início a construção de um traço, entre outros  pode nos oferecer como certo maneirismo de alguém, ou característico gráfico de alguém.